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Concessões públicas no setor funerário, com Tiago Schietti

Diego Velázquez
Última atualização março 6, 2026 12:35 pm
Diego Velázquez Publicado março 6, 2026
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5 Min de leitura
Tiago Schietti
Tiago Schietti
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As concessões públicas no setor funerário têm ganhado relevância diante da necessidade de modernização de cemitérios, crematórios e serviços correlatos. Para Tiago Schietti, esse modelo pode transformar a gestão, ampliar investimentos e elevar o padrão operacional das estruturas públicas. Muitos municípios enfrentam limitações orçamentárias que dificultam a expansão e manutenção adequada desses espaços.

Contents
O que são concessões públicas no setor funerário?Por que municípios adotam esse modelo?Quais vantagens as concessões podem oferecer?Quais riscos precisam ser considerados?Como estruturar concessões de forma eficiente?Perspectivas para o futuro da gestão funerária pública

Nas próximas linhas, você compreenderá como funcionam as concessões, quais são seus benefícios, os riscos envolvidos e os critérios essenciais para uma implementação equilibrada. Se você atua no setor ou acompanha políticas públicas, vale aprofundar essa discussão e avaliar como o modelo pode impactar o futuro da gestão funerária no Brasil.

O que são concessões públicas no setor funerário?

As concessões públicas consistem na transferência da gestão de serviços públicos à iniciativa privada por prazo determinado, mediante contrato e regras específicas. No setor funerário, isso inclui administração de cemitérios, crematórios e serviços complementares, sempre sob fiscalização do poder público.

Esse modelo não representa privatização definitiva, mas delegação operacional com metas claras de desempenho. De acordo com Tiago Schietti, a concessão estabelece obrigações contratuais que envolvem manutenção, investimentos em infraestrutura e melhoria contínua do atendimento à população.

Por que municípios adotam esse modelo?

Muitos municípios enfrentam déficit estrutural em seus cemitérios públicos. Espaços superlotados, falta de manutenção e ausência de tecnologia são problemas recorrentes. A concessão surge como alternativa para atrair capital privado e acelerar melhorias que o orçamento público isoladamente não consegue viabilizar.

Segundo Tiago Schietti, a gestão profissional tende a implementar padrões operacionais mais rigorosos. Empresas especializadas possuem experiência técnica e capacidade administrativa para modernizar processos, implantar sistemas digitais e organizar fluxos internos com maior eficiência.

Tiago Schietti
Tiago Schietti

Quais vantagens as concessões podem oferecer?

As concessões públicas no setor funerário apresentam benefícios concretos quando estruturadas com critérios claros. Entre as principais vantagens, destacam-se:

  • Investimentos imediatos em infraestrutura e modernização;
  • Melhoria na manutenção e conservação dos espaços;
  • Implantação de tecnologia para controle e gestão;
  • Maior transparência contratual e metas de desempenho;
  • Redução da sobrecarga administrativa do município.

Esses fatores fortalecem a qualidade do serviço prestado à população. Quando o contrato estabelece indicadores objetivos de desempenho, a concessão tende a gerar resultados mensuráveis e mais consistentes.

No entanto, os benefícios dependem de planejamento técnico rigoroso e acompanhamento permanente do poder concedente.

Quais riscos precisam ser considerados?

Apesar das vantagens, o modelo exige cautela. A definição inadequada de tarifas e cláusulas contratuais pode gerar insatisfação social. Como evidencia Tiago Schietti, a sensibilidade do serviço funerário exige equilíbrio entre viabilidade econômica e acessibilidade para a população.

Outro ponto crítico envolve a fiscalização. A ausência de monitoramento efetivo compromete a qualidade do serviço e pode gerar distorções na execução contratual. Por isso, o poder público deve manter equipes técnicas capacitadas para acompanhar metas e indicadores.

A transparência na comunicação com a sociedade também é fundamental para evitar percepções negativas e garantir legitimidade ao processo.

Como estruturar concessões de forma eficiente?

A eficiência começa na fase de estudos preliminares. Conforme elucida Tiago Schietti, é essencial realizar diagnósticos detalhados da infraestrutura existente, projeções de demanda e análise de viabilidade econômica antes de lançar o edital.

Por sua vez, os contratos devem estabelecer metas claras de investimento, padrões mínimos de qualidade e mecanismos de revisão periódica. A previsibilidade contratual reduz conflitos futuros e cria ambiente mais estável para investidores e gestores públicos.

A participação da sociedade em audiências públicas também fortalece a legitimidade do processo, garantindo maior alinhamento entre expectativas sociais e objetivos administrativos.

Perspectivas para o futuro da gestão funerária pública

Em conclusão, as concessões públicas no setor funerário representam uma alternativa relevante para modernização e ampliação da capacidade operacional. Quando bem estruturadas, podem elevar padrões de qualidade, incorporar tecnologia e garantir manutenção adequada dos espaços.

Nesse sentido, o futuro da gestão funerária pública dependerá da combinação entre planejamento técnico, fiscalização rigorosa e responsabilidade social. O modelo de concessão não é solução automática, mas ferramenta estratégica que exige maturidade institucional.

Ao compreender as oportunidades e desafios envolvidos, gestores e empresas podem contribuir para um setor mais organizado, eficiente e alinhado às necessidades da população. A evolução da administração funerária pública passa por decisões estruturadas, baseadas em transparência, responsabilidade e visão de longo prazo.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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