Hot News
Suplemento e remédio juntos: O alerta da Lirius Suplementos sobre interações pouco faladas 
Inteligência artificial ganha espaço no agro e mostra como produtores podem usar dados para aumentar eficiência
Congresso Brasileiro do Agronegócio reúne governo e setor privado para discutir prioridades do agro
Farmmi avança para comprar empresa brasileira e mira expansão na cadeia global do agronegócio
O que faz da Vert Analytics uma empresa especializada em IA?
Jornal Terra
  • Home
  • Notícias
    NotíciasShow More
    Lirius Suplementos
    Suplemento e remédio juntos: O alerta da Lirius Suplementos sobre interações pouco faladas 
    14 agosto, 2026
    Farmmi avança para comprar empresa brasileira e mira expansão na cadeia global do agronegócio
    10 agosto, 2026
    Vert Analytics
    O que faz da Vert Analytics uma empresa especializada em IA?
    10 agosto, 2026
    Tiago Oliva Schietti
    Por que o consórcio imobiliário é bom para quem deseja sair do aluguel? Confira com Tiago Oliva Schietti
    6 agosto, 2026
    Elton Fernandes
    Tratamento experimental pode obrigar o plano de saúde a oferecer cobertura? Elton Fernandes analisa os critérios jurídicos envolvidos
    3 agosto, 2026
  • Política
    PolíticaShow More
    Congresso Brasileiro do Agronegócio reúne governo e setor privado para discutir prioridades do agro
    10 agosto, 2026
    Tarifaço dos EUA atinge um terço das exportações do agro brasileiro
    28 julho, 2026
    Governo publica MP para renegociar dívidas do agro: veja quem pode aderir e o que muda para produtores rurais
    16 julho, 2026
    Congresso discute mudanças no licenciamento ambiental: o que o novo debate político significa para o agronegócio brasileiro
    3 julho, 2026
    Plano Safra 2026/27 chega pressionado por dívida recorde do campo
    24 junho, 2026
  • Tecnologia
    TecnologiaShow More
    Inteligência artificial ganha espaço no agro e mostra como produtores podem usar dados para aumentar eficiência
    10 agosto, 2026
    Inteligência artificial já reduz uso de defensivos e ganha espaço no campo brasileiro
    28 julho, 2026
    Tecnologias emergentes no Cerrado: como IA, drones e sensores podem transformar a produtividade no campo brasileiro
    16 julho, 2026
    Monitoramento por satélite e IA avançam no agronegócio: como a nova tecnologia pode transformar a gestão das fazendas brasileiras
    3 julho, 2026
    Inteligência artificial já reduz em até 62% o uso de defensivos no campo
    24 junho, 2026
  • Sobre Nós
Leitura: Tarifaço dos EUA atinge um terço das exportações do agro brasileiro
Compartilhar
Jornal TerraJornal Terra
Font ResizerAa
Search
  • Home
  • Contato
  • Sobre Nós
  • Blog
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Jornal Terra > Blog > Política > Tarifaço dos EUA atinge um terço das exportações do agro brasileiro
Política

Tarifaço dos EUA atinge um terço das exportações do agro brasileiro

Diego Velázquez
Diego Velázquez 28 julho, 2026
Compartilhar
9 Min de leitura
Compartilhar

Sobretaxa combinada de 37,5% passa a valer para parte relevante das vendas do agronegócio aos Estados Unidos, e CNA cobra solução negociada do governo americano

Contents
Duas medidas tarifárias somadas pressionam o setorO que a CNA diz sobre o impacto no setorCaminhos possíveis para o setor exportador

O comércio exterior do agronegócio brasileiro entrou em um novo momento de tensão nas últimas semanas. Duas medidas tarifárias distintas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos passaram a incidir sobre produtos do setor, elevando de forma significativa o custo de acesso ao mercado americano para parte dos exportadores brasileiros. O impacto já é mensurado por entidades do setor produtivo e chega em um momento delicado, já que o agronegócio vinha de um semestre de exportações recordes. A dúvida que fica para produtores e exportadores é simples: quais produtos foram realmente afetados, qual o tamanho do prejuízo esperado e que caminhos o Brasil ainda tem para reverter ou amenizar essa cobrança.

Duas medidas tarifárias somadas pressionam o setor

De acordo com a Agência Gov, o governo dos Estados Unidos publicou, em julho, duas decisões distintas com base em investigações comerciais amparadas na Seção 301 de sua legislação. Segundo o texto oficial, nos dias 15 e 23 de julho de 2026, foram estabelecidas sobretaxas adicionais de 25% e de 12,5% sobre parcelas das importações originárias do Brasil, sendo a primeira decorrente de investigação específica sobre o país e a segunda ligada a práticas relacionadas à prevenção e ao combate ao trabalho forçado nas cadeias globais de suprimentos. Essa segunda medida não mirou apenas o Brasil, mas um grupo mais amplo de parceiros comerciais dos Estados Unidos, aplicando alíquotas diferentes conforme a avaliação americana sobre o cumprimento de normas trabalhistas em cada país. Agência Gov

Ainda segundo a Agência Gov, a tarifa entrou em vigor em 22 de julho de 2026, mas não se aplica a mercadorias já embarcadas e em trânsito antes dessa data, desde que ingressem em território norte-americano até 29 de julho de 2026, o que deu uma margem de adaptação para cargas que já estavam a caminho dos portos americanos. No caso específico da sobretaxa ligada ao trabalho forçado, a tarifa adicional de 12,5% foi aplicada a 41 economias, enquanto a alíquota de 10% recaiu sobre outras 19 economias, dentro de um grupo de sessenta países considerados os maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos analisados nessa investigação. O Brasil ficou entre os países enquadrados na faixa mais alta dessa cobrança adicional. Agência GovAgência Gov

O resultado prático da sobreposição das duas medidas já foi quantificado por levantamentos do setor. Segundo reportagem do portal RCN67, cerca de 32,9% do volume de vendas do agronegócio brasileiro aos Estados Unidos foram atingidos simultaneamente pelas duas tarifas, resultando em uma sobretaxa total de 37,5%, enquanto outros 12,3% dos embarques passaram a responder exclusivamente ao novo adicional de 12,5%. Por outro lado, a mesma apuração indica que 53% das exportações agrícolas brasileiras para o mercado americano seguem isentas de ambas as tributações, o que mostra que o impacto, embora relevante, não atinge de forma uniforme toda a pauta exportadora do setor. RCN67RCN67

O que a CNA diz sobre o impacto no setor

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem acompanhado de perto os desdobramentos das duas medidas e já se posicionou publicamente sobre o assunto. Em relação à primeira tarifa, de 25%, a entidade calcula que 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos serão afetadas pela sobretaxa, enquanto os 63,5% restantes devem permanecer fora da medida após a ampliação da lista de exceções pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Segundo a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, a inclusão de mais produtos na lista de isenções reduziu o alcance da tarifa, mas uma parcela significativa das vendas brasileiras continua sujeita à cobrança adicional. Correio Braziliense

Entre os produtos que passaram a ficar de fora da tarifação após a revisão da lista de exceções estão pescados, mel e café solúvel, itens que representavam parte relevante das exportações do setor para o mercado americano. Por outro lado, mesmo após a ampliação das isenções, produtos como madeira, arroz, uva, ovos e açúcar continuam sujeitos à cobrança adicional, o que mantém pressão sobre cadeias produtivas específicas que dependem fortemente do mercado dos Estados Unidos para escoar sua produção. A CNA atribuiu a ampliação da lista de exceções à atuação conjunta da entidade e de outros representantes do setor privado junto ao governo americano. Bahia EconomicaBahia Economica

Já em relação à segunda medida, ligada à investigação sobre trabalho forçado, a reação do setor foi mais dura. Segundo o RCN67, a diretora de Relações Internacionais da CNA ressaltou que o encargo reduz drasticamente a competitividade dos produtos nacionais, e a entidade contestou formalmente os fundamentos utilizados pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, argumentando que o Brasil possui legislação rígida contra o trabalho escravo. Para a CNA, medidas tarifárias amplas como essa acabam penalizando produtores que cumprem integralmente a legislação trabalhista brasileira, mesmo sem qualquer indício concreto de irregularidade em suas operações específicas. RCN67

Caminhos possíveis para o setor exportador

Diante desse cenário, a CNA tem defendido publicamente a busca por uma solução negociada entre os dois países, evitando que o impasse comercial se prolongue e amplie ainda mais os prejuízos para o setor exportador brasileiro. Segundo o Correio Braziliense, a entidade participou das consultas públicas realizadas em Washington e apresentou contribuições técnicas ao longo do processo, argumentando que a competitividade do agro brasileiro é resultado de ganhos de produtividade, inovação e investimentos, e não de práticas comerciais desleais. A confederação também defendeu formalmente a exclusão de todos os produtos agropecuários brasileiros da medida, destacando a complementaridade entre as cadeias produtivas dos dois países, já que parte considerável do que o Brasil exporta aos Estados Unidos não compete diretamente com a produção interna americana. Correio Braziliense

Para os próximos meses, o setor deve seguir monitorando de perto tanto o desenrolar das negociações diplomáticas quanto o comportamento das exportações para outros mercados, que podem ganhar espaço como alternativa parcial à redução da competitividade no mercado americano. Cadeias específicas, como a de arroz e açúcar, tendem a sentir o impacto de forma mais direta, enquanto setores que conseguiram entrar na lista de exceções, como pescados e café solúvel, devem manter o ritmo normal de embarques aos Estados Unidos nos próximos meses.

O episódio reforça um desafio recorrente para o agronegócio brasileiro: lidar com decisões de política comercial tomadas fora do país, mas que afetam diretamente o resultado financeiro de produtores e exportadores nacionais. Enquanto a CNA e o governo brasileiro buscam alternativas diplomáticas para reduzir o impacto das novas tarifas, o setor exportador segue avaliando, produto a produto, quais cadeias precisarão se reorganizar para enfrentar um mercado americano mais restritivo nos próximos meses.

Fontes:

  • Agência Gov
  • Correio Braziliense
  • RCN67
Compartilhe este artigo
Facebook Twitter Email Print
Agrishow 2026 e políticas públicas para o agro: como decisões estratégicas moldam o futuro do campo brasileiro
Política
David do Prado
Qual a diferença entre tração dianteira, traseira e integral? Entenda neste artigo
Notícias
Dalmi Fernandes Defanti Junior
O poder do sono: Veja como uma boa noite de descanso transforma sua saúde 
Notícias
Como a Guerra no Oriente Médio Pode Aumentar o Preço dos Alimentos no Brasil
Notícias
Lirius Suplementos
Suplemento e remédio juntos: O alerta da Lirius Suplementos sobre interações pouco faladas 
14 agosto, 2026
Inteligência artificial ganha espaço no agro e mostra como produtores podem usar dados para aumentar eficiência
10 agosto, 2026
Jornal Terra

Jornal da Terra: Sua fonte completa para as últimas notícias sobre política, tecnologia, economia e muito mais. Acompanhe os acontecimentos que moldam o mundo.

Jornal da Terra – [email protected] – tel.(11)91754-6532

  • Home
  • Contato
  • Sobre Nós
  • Blog
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?