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Jornal Terra > Blog > Notícias > Um cuidado mais ético, próximo e eficiente: Conheça os pilares da medicina humanizada
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Um cuidado mais ético, próximo e eficiente: Conheça os pilares da medicina humanizada

Dylan Westmore
Dylan Westmore 12 junho, 2026
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5 Min de leitura
Yuri Silva Portela
Yuri Silva Portela
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A medicina humanizada exige olhar atento para a pessoa antes da doença. Segundo o fundador do projeto social Humaniza Sertão, Yuri Silva Portela, esse modelo não rejeita a técnica, mas amplia seu alcance ao considerar emoções, contexto social, rotina, vínculos familiares e limites individuais no processo de cuidado. 

Contents
O que diferencia a medicina humanizada no atendimento?Por que a escuta ativa é um pilar essencial?Como o respeito à autonomia fortalece o cuidado?Quais atitudes tornam o acolhimento mais efetivo?A medicina humanizada como um compromisso contínuo

Interessado em saber mais sobre? A seguir, veremos quais são os pilares desse cuidado.

O que diferencia a medicina humanizada no atendimento?

A medicina humanizada se diferencia pela capacidade de unir conhecimento técnico e sensibilidade prática. Como comenta o doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, em vez de reduzir o paciente a exames, sintomas ou diagnósticos, essa abordagem reconhece que cada pessoa chega ao atendimento com medos, dúvidas, expectativas e histórias que influenciam diretamente sua saúde.

Aliás, a qualidade do cuidado depende também da forma como o profissional se comunica, acolhe e conduz decisões. Logo, quando o paciente se sente respeitado, ele tende a explicar melhor seus sintomas, seguir orientações com mais segurança e participar de maneira mais consciente do tratamento.

Por que a escuta ativa é um pilar essencial?

A escuta ativa é um dos pilares mais importantes da medicina humanizada, porque permite compreender não apenas o que o paciente sente, mas também como ele interpreta sua própria condição. Muitas vezes, as informações relevantes aparecem quando o profissional oferece tempo, atenção e espaço para que a pessoa fale sem interrupções desnecessárias.

Inclusive, ouvir bem não significa apenas permanecer em silêncio. Significa observar sinais emocionais, esclarecer dúvidas, confirmar se a mensagem foi compreendida e demonstrar interesse real. De acordo com Yuri Silva Portela, fundador do projeto social Humaniza Sertão, esse cuidado reduz ruídos, evita julgamentos precipitados e contribui para condutas mais ajustadas à realidade do paciente.

Como o respeito à autonomia fortalece o cuidado?

O respeito à autonomia reconhece que o paciente deve participar das decisões sobre sua saúde. Para isso, ele precisa receber informações claras sobre possibilidades, riscos, benefícios e limites de cada conduta. Desse modo, quando a decisão é compartilhada, o tratamento deixa de ser uma imposição e passa a ser uma construção responsável.

Ademais, conforme frisa o doutor Yuri Silva Portela, a autonomia não elimina o papel técnico do profissional. Pelo contrário, ela exige uma orientação qualificada para que o paciente compreenda suas opções. Esse equilíbrio protege a dignidade da pessoa atendida e fortalece a confiança na relação clínica.

Yuri Silva Portela
Yuri Silva Portela

Por fim, respeitar a autonomia significa considerar valores pessoais, crenças, rotina, condições financeiras e rede de apoio. Um plano terapêutico tecnicamente correto pode falhar se não for viável na vida concreta do paciente. Assim sendo, a humanização também depende de realismo, diálogo e adaptação.

Quais atitudes tornam o acolhimento mais efetivo?

O acolhimento vai além da cordialidade inicial, e conforme o fundador do projeto social Humaniza Sertão, Yuri Silva Portela, elucida, ele envolve postura, organização do serviço, empatia e compromisso com uma experiência segura. Um ambiente frio, confuso ou apressado pode aumentar a ansiedade do paciente e prejudicar a comunicação, mesmo quando a equipe possui boa competência técnica. 

Isto posto, as seguintes atitudes ajudam a transformar o acolhimento em prática concreta:

  • Recepção atenta: identificar necessidades imediatas, orientar fluxos e reduzir a sensação de abandono.
  • Comunicação respeitosa: tratar o paciente pelo nome, explicar etapas e evitar respostas impacientes.
  • Postura empática: reconhecer medos, dores e inseguranças sem minimizar a experiência relatada.
  • Organização do atendimento: reduzir esperas desnecessárias e manter informações acessíveis.
  • Continuidade do cuidado: garantir encaminhamentos, retornos e orientações compreensíveis.

Esses pontos mostram que a medicina humanizada depende de toda a jornada do paciente, não apenas do momento da consulta. Desse modo, o acolhimento consistente transmite segurança e ajuda a construir vínculos mais sólidos entre paciente, família e equipe.

A medicina humanizada como um compromisso contínuo

Em última análise, a medicina humanizada se sustenta em pilares que transformam a relação entre profissional e paciente. Escuta ativa, autonomia, acolhimento, linguagem acessível e cuidado integral formam uma base ética e prática para atendimentos mais completos, seguros e coerentes com as necessidades humanas.

Mais do que uma tendência, esse modelo representa um compromisso contínuo com qualidade, respeito e responsabilidade. Logo, quando a técnica se une à sensibilidade, o cuidado ganha profundidade, a confiança aumenta e o paciente deixa de ser apenas atendido para ser, de fato, compreendido.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

Tag:Doutor Yuri Silva PortelaDoutor Yuri Silva Portela pós graduado em GeriatriaDr. Yuri Silva PortelaO que aconteceu com Yuri Silva PortelaQuem é Yuri Silva PortelaTudo sobre Yuri Silva PortelaYuri Silva Portela
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