Levantamento mostra que 32% das empresas, cooperativas e propriedades rurais consultadas já adotam IA em atividades como plantio, irrigação, controle de pragas e manutenção de máquinas.
A inteligência artificial começa a ganhar espaço de forma mais concreta dentro do agronegócio brasileiro. Um levantamento com 197 profissionais ligados a empresas, cooperativas e propriedades rurais mostrou que 32% dos participantes afirmaram utilizar IA em suas atividades. A tecnologia já aparece em decisões relacionadas ao plantio, irrigação, aplicação de insumos, controle de pragas, manutenção de máquinas, pecuária e comercialização. (MATO GROSSO ACONTECE)
Apesar do avanço, os dados também mostram que a adoção ainda não é generalizada. Segundo o levantamento, 56% dos participantes disseram não utilizar inteligência artificial, enquanto 12% não souberam informar se a tecnologia está presente em suas operações. A pesquisa foi realizada com profissionais do setor e, por seu tamanho e metodologia, não representa estatisticamente todo o agronegócio brasileiro. (MATO GROSSO ACONTECE)
Inteligência artificial começa a participar das decisões no campo
Uma das principais aplicações da IA está relacionada à análise de grandes volumes de informações produzidas pelas propriedades rurais. Dados de solo, relevo, produtividade e histórico de manejo podem ser cruzados para ajudar na definição de estratégias de plantio e aplicação de sementes e fertilizantes.
Com esse tipo de ferramenta, uma mesma propriedade pode ser dividida em diferentes zonas de manejo. A tecnologia permite identificar áreas com características distintas e auxiliar na definição de taxas específicas de aplicação, buscando reduzir desperdícios e melhorar o aproveitamento dos recursos disponíveis. (MATO GROSSO ACONTECE)
A inteligência artificial também pode contribuir para estimativas de produtividade. Ao combinar informações sobre área cultivada, desenvolvimento das plantas, condições climáticas e históricos de produção, sistemas computacionais podem auxiliar na previsão da quantidade que deverá ser colhida.
Essas informações podem ser utilizadas no planejamento de máquinas, mão de obra, transporte, armazenamento e comercialização da produção. Dessa maneira, a tecnologia deixa de atuar apenas como ferramenta administrativa e passa a participar de diferentes etapas da operação rural.
Máquinas agrícolas também entram na transformação digital
Outro campo de aplicação está relacionado ao monitoramento de máquinas agrícolas. Tratores, colheitadeiras e pulverizadores podem gerar dados sobre consumo de combustível, temperatura, pressão, vibração e desempenho de componentes.
A análise dessas informações permite identificar alterações que podem indicar o surgimento de problemas mecânicos. Com isso, a manutenção pode ser programada antes de uma eventual falha interromper o trabalho durante períodos importantes da safra. (MATO GROSSO ACONTECE)
A tecnologia também pode ser combinada com sensores, drones, imagens de satélite e sistemas de agricultura de precisão. Entretanto, é importante diferenciar essas ferramentas da inteligência artificial: nem todo equipamento digital ou automatizado utiliza necessariamente IA em suas funções. (MATO GROSSO ACONTECE)
Na pecuária, por exemplo, câmeras e sensores podem acompanhar informações relacionadas ao peso, deslocamento, alimentação e comportamento dos animais. Esses dados podem contribuir para identificar alterações e apoiar decisões relacionadas ao manejo do rebanho.
Custo, conhecimento e dados ainda são desafios
Apesar das possibilidades, a adoção da inteligência artificial enfrenta obstáculos. Entre os fatores que podem dificultar a implementação estão os custos, o conhecimento necessário para utilizar as ferramentas e a confiança nas informações produzidas pelos sistemas. (Vida Rural MT)
Outro ponto importante é a qualidade dos dados. Sistemas de IA dependem de informações confiáveis para produzir análises úteis, o que torna a organização dos registros da propriedade uma etapa importante da digitalização.
O levantamento também mostra que existe uma parcela de profissionais que nem sequer sabe se utiliza inteligência artificial. Isso pode ocorrer porque determinadas máquinas e plataformas já possuem recursos automatizados ou sistemas inteligentes incorporados, sem que o usuário necessariamente identifique essas funcionalidades como IA. (MATO GROSSO ACONTECE)
O avanço da tecnologia, portanto, não significa apenas instalar novos equipamentos. Para o agronegócio, a transformação digital envolve também capacitação, conectividade, organização dos dados e capacidade de interpretar as informações produzidas pelos sistemas.
Com a expansão dessas ferramentas, a inteligência artificial tende a ocupar um espaço cada vez maior na gestão das propriedades e nas decisões relacionadas à produção. Os dados disponíveis atualmente, porém, indicam que essa transição ainda acontece de maneira desigual entre os diferentes negócios do setor.
Fontes principais:
- Local MT — Um terço dos produtores rurais brasileiros já utiliza IA
- RD Mídia — Um terço dos produtores rurais brasileiros já utiliza IA
- Folha de Mato Grosso — Um terço dos produtores rurais brasileiros já utiliza IA
- EN.com.br — Um terço dos produtores rurais brasileiros já utiliza IA
- Resumo AL — Aplicações de IA no agronegócio e orientações para produtores