Tanques, aeradores e sistemas de recirculação exigem investimento inicial elevado e licenciamento, e a FourAgro afirma aplicar aos produtores do setor a mesma análise individualizada usada em outros ativos produtivos do agronegócio.
A FourAgro acompanha o interesse de produtores rurais pela aquicultura e pela piscicultura, seja como atividade complementar dentro de propriedades que já produzem grãos ou gado, seja como negócio principal. Parte desses produtores tem avaliado aproveitar áreas com água disponível para diversificar a produção além das culturas tradicionais. Diferentemente de uma lavoura, porém, a criação de peixes exige logo no início um conjunto de investimentos em estrutura: viveiros escavados ou tanques-rede, aeradores, bombas, sistemas de filtragem ou recirculação e instalações para despesca e armazenamento.
Esse investimento inicial, somado ao intervalo até a primeira receita, torna o planejamento financeiro tão importante quanto o técnico. A companhia, que atua há sete anos na estruturação de projetos de crédito para aquisição de ativos produtivos, afirma tratar esses projetos com a mesma análise aplicada a outros investimentos do agronegócio. A empresa esclarece que sua atuação está na estruturação financeira da aquisição, e não na orientação técnica sobre manejo, espécies ou sanidade dos peixes.
Aquicultura e piscicultura exigem investimento inicial antes da primeira receita
Na criação de peixes, a receita costuma se concentrar na despesca, que ocorre depois de um ciclo de produção de meses, cuja duração varia conforme a espécie e o sistema adotado. Até lá, o produtor arca com alevinos, energia, mão de obra e, principalmente, ração, que costuma estar entre os maiores custos recorrentes da atividade. Essa combinação de despesas contínuas e receita concentrada pressiona o fluxo de caixa, sobretudo na fase de implantação.
Há ainda a etapa regulatória. A atividade costuma exigir licenciamento ambiental e, em muitos casos, autorização para uso da água, com regras que variam conforme o estado, o porte do empreendimento e o sistema de criação. Esse trâmite pode alterar o cronograma de implantação e, com ele, o momento em que o produtor precisará dos equipamentos, informação relevante para quem planeja a aquisição por meio de crédito com prazo definido.
Como a FourAgro estrutura a aquisição de ativos para produtores de peixes
Os ativos que costumam entrar nesse tipo de projeto incluem equipamentos de aeração e bombeamento, máquinas para construção e manutenção dos viveiros, veículos de apoio e barracões de processamento ou armazenagem. Segundo a FourAgro, o consórcio pode ser considerado para a compra desses bens, com carta de crédito sem incidência de juros, embora existam taxa de administração e outros custos previstos em contrato.
A empresa faz um alerta importante: o consórcio é voltado à aquisição de bens, e não ao custeio da produção. Insumos como ração e alevinos, por exemplo, precisam de outra fonte de recursos, o que exige que o planejamento considere capital de giro à parte. A FourAgro afirma incluir essa separação na análise individualizada de cada projeto, além de avaliar o histórico e as regras dos grupos e o peso da parcela sobre o caixa ao longo do ciclo de produção.
A companhia relaciona a presença de um engenheiro civil entre os sócios à leitura técnica das instalações e obras envolvidas, e a formação dos demais, dois bacharéis em Direito e um administrador, à análise dos aspectos contratuais e financeiros. A FourAgro acompanha as etapas da operação, da adesão ao grupo ao uso da carta de crédito após a contemplação, com estruturação personalizada de cada projeto.
Impacto prático para produtores que diversificam a atividade
Para o produtor de grãos ou de pecuária que estuda incluir a piscicultura, a decisão envolve alocar capital entre um negócio novo e o fortalecimento da atividade principal. A FourAgro afirma que o planejamento de crédito considera esse equilíbrio, evitando que a parcela de um projeto de diversificação comprometa a operação que já sustenta a propriedade. A empresa também observa que diversificar não elimina riscos, já que preço do pescado, clima e sanidade influenciam o resultado, e que não faz projeções de retorno.
O raciocínio se aplica ainda a empresas que beneficiam pescado e a produtores que pretendem verticalizar a operação com estruturas de processamento e armazenagem, situações em que a aquisição de equipamentos e a expansão de instalações entram no planejamento patrimonial da empresa rural.
A presença da FourAgro em feiras do agronegócio, como Agrishow, Bahia Farm Show, Show Rural, Agrotins e Norte Show, onde participou com estandes próprios e a convite dos organizadores, é apontada pela companhia como espaço de contato com produtores que avaliam novas atividades para a propriedade. A empresa reforça que as estratégias de lance dependem das regras de cada grupo e da administradora e não garantem contemplação em prazo determinado, o que torna o consórcio mais adequado a quem tem horizonte de tempo flexível para implantar a atividade.